Segundo pesquisas realizadas pelo Censo (análise realizada pelo IBGE a cada dez anos), o número de pessoas divorciadas e separadas está aumentando no Brasil. As últimas estatísticas surpreenderam, com percentuais que mostram que algo está mudando. Em relação aos separados, o que em 2000 eram 11,9%, em 2010 chegam a 14,6%. Já o número de divorciados praticamente dobrou, passando de 1,7% para 3,1%. Como conseqüência, a porcentagem de casais casados caiu de 71,4% para 63,6%. Em contrapartida, uma união que antes era motivo de preconceito passou a ser reconhecida pela pesquisa. Os casais homossexuais correspondem a 60 mil domicílios no país, atingindo apenas 0,1% atualmente.
Porém, o fato de fazerem parte do estudo já mostra grande evolução e aceitação no país.
De acordo com algumas pessoas, essas mudanças mostram que o mundo mudou, que estamos evoluindo cada vez mais, e nos relacionamentos não pode ser diferente. Para elas, o que se deve levar em conta é a satisfação e felicidade com seu parceiro. Mas, se essa “dupla” não existir mais, então é melhor achar um jeito de sanar as diferenças. O problema é que muitas vezes a solução é encontrada na separação.
Esse fato preocupa muitos brasileiros que ainda pensam de maneira conservadora. Para eles, um filho criado na presença de ambos os pais é menos prejudicado. Mas, além do fato da criação da criança, também levam em conta a religião. Para muitos, a separação é uma grande falta de lealdade e respeito perante à Deus, pois, no altar, são feitos votos e promessas que devem ser cumpridas. Edson Borges, 42, mecânico de automóveis, disse que ama a esposa e, mesmo que hajam conflitos, não pretende se separar. “Para mim, casamento é um só. Fui criado com esse pensamento e acho que é o correto”, afirma.
Porém, existem outras opiniões sobre o assunto. É o caso de Guilherme Campos, 36, empresário e pai de uma menina. Segundo ele, deve-se pensar bastante antes de “amarrar a égua”, mas, se mesmo assim não der certo, não há mal algum em se separar. “Já me casei uma vez. Me separei por motivos pessoais e hoje estou casado novamente. Posso dizer que agora me sinto realizado, feliz com a esposa que tenho, fato que não aconteceu em meu primeiro casório. Atualmente vivemos felizes, ela adora minha filhinha”, conta o empresário.
Mas, muito além de casais conturbados pelo divórcio e brigas familiares, existe outra união muito discutida e polêmica. O casamento gay é vítima de preconceito e muitas pessoas ficam indignadas com tal fato. Juliana Pereira, 27, dona de casa, ainda não consegue aceitar essa situação. “Não concordo com isso. Está errado. Pessoas do mesmo sexo não devem manter relações amorosas, muito menos adotar filhos. Imagine o que será do futuro dessas crianças?” indaga a mulher, revoltada.
Já Matheus de Oliveira, 25, universitário, aceita totalmente e disse que hoje em dia é super normal. “Sou gay. Assumo. Acho que cada um tem o direito de ser o que quiser. Mas, independente de ser homossexual, todos nós somos seres humanos, iguais. E, se algum dia eu me casar com um homem, ou adotar uma criança, não será problema nenhum”, ressalta o jovem.
Os números da pesquisa mostram grandes mudanças no status dos cidadãos brasileiros, e pelo visto, elas irão continuar a acontecer.
Já Matheus de Oliveira, 25, universitário, aceita totalmente e disse que hoje em dia é super normal. “Sou gay. Assumo. Acho que cada um tem o direito de ser o que quiser. Mas, independente de ser homossexual, todos nós somos seres humanos, iguais. E, se algum dia eu me casar com um homem, ou adotar uma criança, não será problema nenhum”, ressalta o jovem.
Os números da pesquisa mostram grandes mudanças no status dos cidadãos brasileiros, e pelo visto, elas irão continuar a acontecer.
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