quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ciclovia às moscas na Américo Vespúcio


Construída para melhorar o trânsito da capital, a via divide opiniões entre comerciantes e moradores da região.
João Paulo Freitas

A ciclovia veio para se tornar um grande avanço em nossa cidade. Porém, já faz algum tempo que a via tem se tornado alvo de críticas por parte de alguns comerciantes da área. Eles alegam um excesso de descuido da BHTRANS em sua manutenção e também o desrespeito dos motoristas que estacionam no local. Por isso, o que era para ser um avanço, em muitas opiniões, está se transformando em uma “dor de cabeça” na região.

 Segundo a comerciante Vandalci de Avelar, a rota foi criada somente para atrapalhar o trânsito. ”As pessoas não estão utilizando a ciclovia; ela está sendo usada para fazer caminhada”, denuncia. Para ela, como a pista ficou mais curta, sempre ocorrem congestionamentos. “Para o ciclismo mesmo, não resolveu nada”.

 Já o ciclista Ronaldo Ribeiro, morador da região, considera um grande presente a chegada da ciclovia. Porém, o desrespeito dos motoristas e a má conservação atrapalham seu uso, afastando os ciclistas. “Os motoristas não respeitam a área destinada ao estacionamento; muitos comerciantes jogam lixo, cacos de vidro, entre outras coisas”, reclama Ronaldo, ressalvando que, sempre que pode, faz uma limpeza. “Acho que todos deveriam zelar pela via, principalmente a BHTrans, que precisa fazer vistorias no local. Infelizmente, nunca os vi por aqui”, afirma.

FALTA FISCALIZAÇÃO
Em nota oficial, a Assessoria de Comunicação e Marketing da BHTrans disse que está prevista para maio deste ano a manutenção da pintura vermelha da ciclovia junto às interseções e também, uma nova sinalização horizontal em toda a extensão da Américo Vespúcio após o seu recapeamento asfáltico.

Já em relação ao desrespeito dos carros, A BHTrans informa que, desde dezembro de 2009, a entidade está impedida de multar, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e isso tem limitado suas ações para garantir o respeito à legislação de trânsito. No entanto, a empresa continua a exercer as demais atividades que o ordenamento jurídico lhe atribui, sobretudo as relativas a operações de trânsito, controle do tráfego viário e dos serviços de transporte público. Atualmente, as duas instituições habilitadas a preencher atos de infração de trânsito são a Polícia Militar e a Guarda Municipal, que segundo José Milton Gouveia, comerciante que trabalha na área, dificilmente comparecem na região. José Milton disse também que a PBH deveria fazer mais campanhas para incentivar os ciclistas. “Até hoje, acho que não vi nem 15 pessoas pedalando por aqui”, disse.

BOX  PEDALA BH

A ciclovia Américo Vespúcio foi inaugurada pela PBH no dia 22 de setembro de 2011, em comemoração ao Dia Mundial Sem Carro. Segundo a BHTrans, esta foi a terceira ciclovia inaugurada na cidade, sendo investidos nela, ao todo, R$ 300 mil para a implantação da rota.

A via possui dois quilômetros de extensão e foi criada com o intuito de integrar a bicicleta ao cotidiano da população, descongestionando o trânsito, e diminuindo o efeito da poluição dos carros. A iniciativa desse projeto veio do programa Pedala BH criado pela Prefeitura, que pretende implantar 365 km de ciclovias na cidade até o ano de 2020.

Por trás das cortinas


Teatro Sesiminas
Antes de tudo, o sonho de vencer. Mas o teatro nem sempre é capaz de brindar com um final feliz a carreira de quem, em Belo Horizonte, luta para brilhar nos palcos.

João Paulo Freitas e Felipe Freitas 

O teatro é uma arte que sobrevive há milênios e com o passar dos tempos sofreu mudanças. Surgiu na Grécia, no século VI A.C, em festas dionisíacas — homenagem a Dionísio, deus do vinho, do teatro e da fertilidade — em comédias, tragédias e sátiras. Apesar de ter sofrido várias transformações, não perdeu sua magia. Autores como Ésquilo e Sófocles, nos primórdios, deram lugar a dramaturgos como William Shakespeare, na Idade Moderna, até chegar às manifestações de vanguarda dos dias atuais.

No Brasil, desde a vinda da família real portuguesa, o teatro sempre esteve entre as principais manifestações culturais do país. Entre os vários autores brasileiros, de Martins Pena, de quem até hoje se encena peças como “O Noviço” a Nelson Rodrigues, o teatro brasileiro se abriu em vertentes múltiplas, que abrigaram a vanguarda de Oswald de Andrade, o realismo de Plínio Marcos e até mesmo a maestria de Francisco Buarque de Holanda — “Gota d’Água” (com Paulo Pontes), “Calabar” (com Ruy Guerra) e “O Grande Circo Místico”.

Jessica Barros
Brilhar nos palcos
“Teatro é a melhor forma de expressão do corpo e alma. Me encanta saber que podemos tocar os outros com uma interpretação”, diz a atriz e estudante, Jessica Barros, 21, ao falar sobre o que mais a atraiu no teatro. Mas, ela, assim como Bell Lara, 21, tem a mesma opinião sobre as dificuldades que, dentro ou fora de cena, esperam os novos atores.

— A entrada para este mundo é bem complicada; na maioria das vezes, tem que se conhecer alguém, ou lutar bastante para se destacar, mas, se você é talentoso, com certeza pode passar o tempo que for que irá conseguir seus objetivos — afirma Bell Lara, que estuda teatro, e sonha brilhar nos palcos.

Há quem procure atividades relativas ao teatro para se desinibir, mas, o ator de verdade, com o tempo vai se apaixonando pelo palco e não quer sair dele nunca mais. A constatação é de Bell Lara, e se baseia numa experiência muito pessoal.

— No início, era mais descontração, mas depois me apaixonei e resolvi estudar profundamente.

Rafael Mazzi ( foto:Letícia Ferreira Fotografia)

Adrenalina nas coxias
“Quando se vai ao teatro, é tudo tão real, tão perto de você que, às vezes, achamos que fazemos parte da história,” reconhece Jéssica, ao comentar sobre a magia do teatro. Rafael Mazzi, 31, um dos atores da peça “O marido da minha mulher”, fala sobre a adrenalina que reina nas coxias (o espaço do teatro que antecede a entrada no palco) antes de cada espetáculo.

— O teatro é mágico porque se faz ao vivo. As pessoas sentem, choram, riem, aplaudem. Você faz um trabalho de qualidade e tem o retorno imediato de quem assiste. O maior barato são o frio na barriga, as preparações, os ensaios, a química com a produção e elenco. Tudo isso é prazeroso.

Dessa magia também não escapou a atriz Bella Marcatti, que já fez a peças como “O marido da minha mulher”, “Dez maneiras incríveis de destruir seu casamento” e o espetáculo “Improcedente”, entre outras. Para ela, “o contato direto com o público e a resposta imediata são um momento único: você sabe no mesmo momento se está agradando a plateia ou não."
 Espetáculos de improviso, como “Improvável” (do Grupo Os Barbixas) e ”Improcedente” (de Uma Companhia), estão entre os que vêm ganhando espaço hoje em dia, pois geralmente são controlados pela própria plateia. Por meio de jogos de improvisação, os atores devem fazer uma cena sugerida pelo público. Há um tipo de interação que está muito presente em peças nos dias de hoje, e mostra que, o teatro incorporou novos elementos que o fortalecem mais.


Bella Marcatti ( foto:Letícia Ferreira Fotografia)
Falta profissionalismo em Minas
No meio do caminho tinha uma pedra, disse certa vez um mineiro famoso, que uma vez também percorreu o caminho que, das montanhas de Minas, nos leva ao litoral e às promessas de fama e do sucesso no Rio de Janeiro. Não é pequeno o número de atores mineiros que procurou a fama nos palcos cariocas e paulistas. Mas, nem todos, como o ancestral Lima Duarte, Lady Francisco, José Mayer, Jonas Bloch, Deborah Bloch ou Selton Mello e os novos Débora Falabella, Daniel Oliveira e a periguete Isis Valverde, atingiram o sucesso.
E o Brasil dá condições para que o ator sobreviva do teatro?  “Sim, mas tem que dar sorte de estar numa companhia boa, num projeto bacana para a Lei Federal de Incentivo, que consiga captar a grana e agradar o público. Não é impossível, mas dá pra fazer. Ou então, seja um ator global e vá para os palcos. Aí vai ter a certeza de casa cheia em qualquer lugar”, ironiza Bella Marcatti.

Já para Rafael Mazzi, conseguir sobreviver de teatro depende do ator. “Na verdade é o artista que tem de saber se tem condições para trabalhar. Se ele possui qualidades, estuda, empenha e pesquisa”, define. O que leva os mineiros a buscarem tanto o caminho para outros palcos? Não há, em Belo Horizonte, o mesmo interesse pelo teatro. A alegação é de Bella Marcatti, que hoje, tenta um lugar ao sol na cena paulista e fala com a autoridade de quem vivenciou os dois lados da moeda.
Bell Lara
— Em São Paulo, os teatros estão sempre cheios em qualquer lugar, dia e horário. O povo paulista gosta e se interessa pelo teatro. Em Belo Horizonte, fora da época de Campanha de Popularização, a coisa mais difícil que tem é ver um espetáculo com meia casa cheia.
No Rio de Janeiro, o teatro é levado a sério como uma profissão do dia a dia. A afirmação é de Bell Lara, que optou por fazer um novo curso de teatro na Cidade Maravilhosa, e percebeu que, lá, as peças eram elaboradas com mais seriedade, e por isso, ficavam mais tempo em cartaz. “Em Belo Horizonte, uma temporada, na maioria das escolas cênicas, dura três dias; lá, um mês”. Mas, a capital mineira em breve poderá se equiparar aos grandes centros. “Aos poucos, cursos técnicos e workshops ajudam a vivenciar o crescimento,” é o que afirma o otimista Rafael Mazzi. Hoje, Jessica Barros espera que a capital invista na cultura. “Criar mais centros de arte onde haja cursos e apresentações e levar peças para as escolas, afinal, teatro é a arte que serve não só para atores, mas para a vida”.

Há 48 anos reabilitando crianças


                                                                                                                                                      Felipe Freitas                                                         
Portadores com paralisia cerebral e outras síndromes são tratadas na AMR.
                                                                                                                                                                          
    A associação mineira de reabilitação (AMR) foi criada pelo médico Márcio de Lima Castro, que cuidava e tratava de crianças com paralisia. Desde 1964, a instituição cuida de crianças e adolescentes de zero a 17 anos com deficiência física, provocada pela paralisia cerebral e outras síndromes. A instituição, que fica no bairro Mangabeiras, região centro-sul de Belo Horizonte, realiza um trabalho gratuito e atende mensalmente 467 crianças carentes. Especialistas realizam um trabalho junto às crianças e adolescentes para que elas possam desenvolver uma capacidade maior de locomoção.

    As crianças são atendidas gratuitamente em diversas áreas, como a de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, ortopedia, neuropediatria, odontologia e o serviço social. Quem faz o tratamento na AMR recebe gratuitamente os aparelhos necessários para a melhoria de sua reabilitação. A dona de casa Luciene Rodrigues dona de casa sabe da importância de um bom tratamento. Luciene é mãe de Lucas Rodrigues, de cinco anos que tem paralisia hepática e desde março de 2011 é atendido na instituição. De acordo com Luciene, o tratamento ajudou no seu desenvolvimento motor e psicológico do menino. “Lucas só escorregava, agora já consegue se vestir e até tira o sapato sozinho; na escola, ele consegue aprender e acompanhar os seus colegas normalmente”.

    Há seis anos, Maria de Lourdes também acompanha a evolução e o desenvolvimento de seu filho Marcos de Oliveira, hoje com sete anos. Ele nasceu com má formação do cérebro, e isso atrapalhou o desenvolvimento motor, dificultando os seus movimentos.  Mas o tratamento realizado durante estes anos o ajudou a se locomover melhor e até frequentar a escola como uma criança normal. Lourdes deixou a sua vida profissional para se dedicar inteiramente aos cuidados de seu filho. Hoje, aproveita o tempo que leva Marcos para realizar o tratamento na Associação Mineira de Reabilitação para bordar e ganhar um dinheiro extra.

    De acordo com a coordenadora clínica, Patrícia Crepaldi, o desenvolvimento de cada paciente depende da área lesionada e do estado de cada lesão. Em casos mais graves, o tratamento é lento e demanda mais tempo para que haja resultado satisfatório. A instituição conta com o trabalho da oficina ortopédica que produz órteses, coletes, calçados, mola, splint, cadeiras de rodas, andadores e outros equipamentos que são vendidos e contribuem para a renda instituição. Os aparelhos ajudam no desenvolvimento e diminuem a dificuldade das crianças de se desenvolverem melhor. Além disso, disponibiliza tutores e oferece serviço de banho.

    A instituição conta com  116 funcionários fixos e também com o trabalho voluntário de algumas pessoas que contribuem com o seu tempo para ajudar as crianças e adolescentes. A AMR consegue se manter através de doações de pessoas físicas e jurídicas que contribuem com dinheiro ou doações de materiais. Outra fonte de renda é o aluguel de um estacionamento que doa toda a renda adquirida no mês para a instituição. A loja de produtos artesanais que fica dentro da Associação Mineira de Reabilitação também repassa toda a sua renda adquirida com a venda de artesanato para a instituição. Uma empresa de telemarketing foi contratada para pedir doações para a instituição às pessoas, que podem encaminhar doações por meio de descontos nas contas de água, luz ou boleto bancário.

    Para fazer parte da AMR e conseguir o tratamento gratuito, as famílias precisam passar por uma triagem que é feita pelas assistentes sociais da instituição. Hoje, a Associação atende famílias de Belo Horizonte e região metropolitana. Três assistentes sociais trabalham na instituição e ajudam nesta triagem. De acordo com a assistente social Simone Moura, as famílias que tiverem crianças portadoras de síndromes e quiserem fazer o tratamento na AMR precisam fazer um cadastro e aguardar uma vaga, além de comprovar que a família não tem condições financeiras de arcar com o tratamento. Fraldas, cadeiras, cestas básicas e o pagamento de exames de alto custo são disponibilizados paras as famílias das crianças que fazem tratamento gratuitamente na AMR. A instituição, sem fins lucrativos, ajuda crianças e seus familiares a ter uma vida melhor e de qualidade com os tratamentos que são disponibilizados.


Crítica do Filme "O Palhaço"





                                                                                                                     Armando Mariano, Felipe Freitas, João Paulo Freitas e Rafael Phillipe 

Atuando e dirigindo, Selton Mello esbanja talento no filme “O Palhaço”. O longa mostra a vida de Benjamin (Selton Mello), que é palhaço, no Circo Esperança. No picadeiro todos vivem em harmonia – o casal de acrobatas, os irmãos músicos, o mágico e sua filha–, mas Benjamin mal fala com o pai (Paulo José), que também é palhaço e dono do circo. Algo incomoda Benjamin em O Palhaço, e não é só a vontade de comprar um ventilador.

Selton Mello diz que sua segunda direção não tem nada de autobiográfico. Benjamin se questiona no filme e vai em busca da sua identidade (literalmente, já que Benjamin tem só uma certidão de nascimento caindo aos pedaços). Seria uma forma de encarar e curar essa crise. Não é nenhuma novidade tratar o palhaço como uma pessoa triste, mas que pinta o rosto, e aparece com um sorriso na cara e faz as pessoas rirem e ele mesmo chora por dentro.


O que torna o filme particular, não é só um apanhado de referências, e também que elas estão servindo em O Palhaço para fazer um elogio autêntico da tradição brasileira do humor verbal. Os enquadramentos geométricos transformam toda situação num palco em potencial. Quando Benjamin e os demais se deparam com o mecânico ou o delegado (Tonico Pereira e Moacir Franco em suas respectivas participações especiais), os personagens são dispostos na cena para que um fique no "palco" (a oficina, a mesa do delegado) e os demais fiquem na "plateia" (o banco dos réus onde Benjamin se senta).
 O filme, no fundo, é uma homenagem a nomes da comédia e Benjamin  encontra a cura da sua crise. É uma cura pela coletividade, por sentir-se parte de algo, sentimento que tem uma boa expressão justamente no mundo do circo.

 O filme é uns dos melhores do cinema brasileiro, se não for o melhor. Em O Palhaço, podemos ver que o cinema nacional não se resume só a brigas entre policias e traficantes ou a realidade da favela. Mas mostra um texto muito bom e uma direção sensacional de Selton Mello. Se você quer se divertir e se emocionar, O Palhaço é uma ótima pedida.
Paulo José e Selton Mello em cena no filme






                                                            


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A Nova Família Brasileira

Algumas famílias já não são mais as mesmas. O que antes eram lares constituídos por casais fiéis e fixos, hoje são uma verdadeira bagunça. Alguns vivem em conflito, outros em perfeita harmonia, mas há os que já nem vivem juntos mais. Atualmente existem várias mudanças nesse cenário, e muitas delas são radicais.

Segundo pesquisas realizadas pelo Censo (análise realizada pelo IBGE a cada dez anos), o número de pessoas divorciadas e separadas está aumentando no Brasil. As últimas estatísticas surpreenderam, com percentuais que mostram que algo está mudando. Em relação aos separados, o que em 2000 eram 11,9%, em 2010 chegam a 14,6%. Já o número de divorciados praticamente dobrou, passando de 1,7% para 3,1%. Como conseqüência, a porcentagem de casais casados caiu de 71,4% para 63,6%. Em contrapartida, uma união que antes era motivo de preconceito passou a ser reconhecida pela pesquisa. Os casais homossexuais correspondem a 60 mil domicílios no país, atingindo apenas 0,1% atualmente. 

Porém, o fato de fazerem parte do estudo já mostra grande evolução e aceitação no país.

De acordo com algumas pessoas, essas mudanças mostram que o mundo mudou, que estamos evoluindo cada vez mais, e nos relacionamentos não pode ser diferente. Para elas, o que se deve levar em conta é a satisfação e felicidade com seu parceiro. Mas, se essa “dupla” não existir mais, então é melhor achar um jeito de sanar as diferenças. O problema é que muitas vezes a solução é encontrada na separação.


Esse fato preocupa muitos brasileiros que ainda pensam de maneira conservadora. Para eles, um filho criado na presença de ambos os pais é menos prejudicado. Mas, além do fato da criação da criança, também levam em conta a religião. Para muitos, a separação é uma grande falta de lealdade e respeito perante à Deus, pois, no altar, são feitos votos e promessas que devem ser cumpridas. Edson Borges, 42, mecânico de automóveis, disse que ama a esposa e, mesmo que hajam conflitos, não pretende se separar. “Para mim, casamento é um só. Fui criado com esse pensamento e acho que é o correto”, afirma.


Porém, existem outras opiniões sobre o assunto. É o caso de Guilherme Campos, 36, empresário e pai de uma menina. Segundo ele, deve-se pensar bastante antes de “amarrar a égua”, mas, se mesmo assim não der certo, não há mal algum em se separar. “Já me casei uma vez. Me separei por motivos pessoais e hoje estou casado novamente. Posso dizer que agora me sinto realizado, feliz com a esposa que tenho, fato que não aconteceu em meu primeiro casório. Atualmente vivemos felizes, ela adora minha filhinha”, conta o empresário.


Mas, muito além de casais conturbados pelo divórcio e brigas familiares, existe outra união muito discutida e polêmica. O casamento gay é vítima de preconceito e muitas pessoas ficam indignadas com tal fato. Juliana Pereira, 27, dona de casa, ainda não consegue aceitar essa situação. “Não concordo com isso. Está errado. Pessoas do mesmo sexo não devem manter relações amorosas, muito menos adotar filhos. Imagine o que será do futuro dessas crianças?” indaga a mulher, revoltada.

Já Matheus de Oliveira, 25, universitário, aceita totalmente e disse que hoje em dia é super normal. “Sou gay. Assumo. Acho que cada um tem o direito de ser o que quiser. Mas, independente de ser homossexual, todos nós somos seres humanos, iguais. E, se algum dia eu me casar com um homem, ou adotar uma criança, não será problema nenhum”, ressalta o jovem.

Os números da pesquisa mostram grandes mudanças no status dos cidadãos brasileiros, e pelo visto, elas irão continuar a acontecer.

domingo, 4 de novembro de 2012

Jornalista é agredido na Savassi

O jornalista Juliano Azevedo, 32, foi agredido nessa sexta feira, dia 26 de outubro de 2012, por integrantes de um grupo de skinheads. A agressão aconteceu na Savassi e, segundo ele, o motivo do ataque foi um simples abraço que teria acontecido entre ele e seu amigo. Após receberem vários golpes como chutes, voadoras e pedradas. Juliano procurou por ajuda mas não conseguiu. Fato esse que indignou o jornalista, que reclamou da falta de assistência. As vítimas foram ignoradas até mesmo pelas autoridades. Os dois amigos ficaram machucados, e dizem que jamais se esquecerão do ocorrido.

Armando Mariano, Felipe Freitas, João Paulo Freitas e Rafael Phillipe