O depoimento de um agente penitenciário que conhece realmente o sistema
Armando Mariano, Felipe Freitas, João Paulo Freitas e Rafael Phillipe
Uma entrevista realizada na Central de Produção Jornalística (CPJ), no dia 29 de agosto de 2012, com o agente penitenciário Roland Lana, no qual, foi mostrada sua experiência de 20 anos na profissão e relatou parte dos seus momentos vividos na penitenciária Nelson Hungria, localizada em Contagem. Foram esclarecidas as principais dúvidas sobre o sistema prisional em nosso país, que gera bastante polêmica.
Entre os assuntos, dizer que não deveriam existir prisões, e sim, melhorar a educação, foi um dos pontos altos. O agente quis demonstrar sua insatisfação com o atual momento social vivido no país. A prisão não seria uma solução e, muito menos, uma maneira de redenção dos presos. Se o governo investisse mais na educação muitos problemas seriam amenizados, pois segundo ele, o estudo é a solução.
Roland já foi feito refém e como muitas pessoas dizem que se passa um filme antes da morte, com ele não foi diferente. “Pensei na minha família e no churrasco que tínhamos combinado para mais tarde. O medo de não estar lá foi grande.” Apesar de todas essas circunstâncias, ele não se arrepende de ter escolhido essa carreira e diz até que é uma profissão boa, caso alguém pense em se tornar um agente penitenciário.
Também revelou que presos já ofereceram dinheiro para que ele facilitasse possíveis fugas. Mesmo assim, não aceitou o suborno e sofreu ameaças de morte. Ao ser questionado sobre a pena de morte, Roland se posicionou contrário a essa medida, pois afirma que caso fosse aprovada, só morreriam pessoas sem alto poder aquisitivo.
Ao longo da entrevista pode-se entender que o sistema prisional é falho e necessita de muitas coisas para melhorar. As prisões teriam que reeducar os presos, dando mais oportunidades de trabalho lá dentro, e não deixando-os revoltados com tamanha precariedade e falta de cuidado. Mesmo tendo cometido crimes, todos merecem chance de regeneração e respeito.
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